Em uma entrevista conjunta entre os sites SPNet (www.saopaulofc.com.br), e Tricolor Paulista (www.tricolorpaulista.net), na noite do ultimo dia 20, o técnico César Farías do Deportivo Táchira, falou sobre a segunda partida das quarta de final da Libertadores, sobre o tratamento recebido aqui no Brasil e outras coisas.
Reportagem e edição: Carlos Alves (Reinaldo) e Daniel Milani (Mooca)
O quê você espera da partida de volta contra o SPFC?
CF: Esperamos que o Táchira continue na competição, para isso temos que ganhar nossa partida em casa com diferenças de gols, nesse caso três e daremos o nosso melhor para tentar vira o placar.
O que você pode falar do SPFC, passando do Táchira você acha que o São Paulo é candidato a conquistar a Libertadores?
CF: Sim eu suponho, porque tem esse fator de jogar bem em casa, veja que eles marcaram um gol de falta, depois perdemos um gol a poucos metros do gol e no contra-ataque fizemos um pênalti, depois o volante roubou uma bola nossa e tomamos o terceiro gol e ainda acertamos a trave no momento final e agora temos que ver como podemos reverter o jogo na Venezuela.
O Luis Fabiano saiu machucado ontem, e ainda não sabe se estará cem por cento, a presença dele realmente é um jogador que te preocupa?
CF: Na partida anterior ele fez um gol de pênalti e isso fez um maior desequilíbrio em nossa equipe, e vamos ver a próxima partida será totalmente diferente será em nosso campo que é diferente do campo do Morumbi.
O Rogério Ceni está vivendo uma grande fase, todos aqui no Brasil dizem que ele iluminado, pois pegou dois pênaltis contra o Rosário e aquela importante defesa no jogo contra vocês momentos antes do final do jogo. Você está preparando a sua equipe para uma possível decisão por pênaltis?
CF: Olha primeiro temos que tentar tirar essa diferença, que é o mais importante e não podemos pensar nos pênaltis antes de tirar essa diferença de três gols que será muito complicado, ai sim depois pensaremos nos pênaltis.
Como foi a recepção aqui no Brasil? E o que os brasileiros (tanto time, como torcida) podem esperar na Venezuela?
CF: Bem nos deixaram a vontade para reconhecimento campo de jogo, utilizamos o centro de treinamentos e na Venezuela isso também será feito.
Então vocês foram bem recebidos aqui, pela imprensa, pelo São Paulo?
CF: Bom teve um maldoso que nos chamou de gordo e pobre (referindo-se a matéria feita pelo diário Lance!, em que segundo o jornal, o auxiliar técnico Milton Cruz teria dito tal frase), bom mas isso é coisa que tem no ambiente, mas nós só pedimos respeito, pois temos uma grande torcida, e demonstramos que jogamos de igual com o São Paulo e os respeitaremos lá na nossa casa.
É evidente a evolução do futebol venezuelano, com os resultados obtidos tanto na Copa Libertadores, como nas eliminatórias para a Copa do Mundo na Alemanha. Você acha que a Venezuela tem condições de disputar a sua primeira Copa do Mundo já em 2006?
CF: Sem duvidas foi feita um processo nas categorias inferiores, e esse trabalho se mostra hoje tanto nos clubes, como na seleção e estamos fazendo boas campanhas. Por isso, esperamos estar no próximo mundial (de seleções) e reverter o placar contra o São Paulo em São Cristóvão.
Tradução: Carlos Alves Colaboração: Érica Santos de Oliveira (Tradução) e Leandro Leite (Entrevista)