A emoção tomou conta do Centro de Treinamento da Barra Funda no II Encontro de Ex-Jogadores de Futebol Profissional do São Paulo, realizado neste sábado (06/12) - ocasião em que perto de 200 ex-craques, entre atletas e treinadores, foram homenageados pela diretoria em função da colaboração de cada um e de todos eles para a trajetória Tricolor.
Eles foram unânimes em agradecer ao São Paulo pela homenagem, assim como pela oportunidade de rever velhos amigos e companheiros e de relembrar fatos, histórias, jogos e títulos conquistados com a camisa vermelho, branco e preto. Grande parte da história são-paulina esteve representada no encontro.
Desde 1935, pelo pelo ex-ponta direita Zé Chaves, o jogador mais antigo presente na confraternização (84 anos), até os jogadores atuais, passando por todas as gerações, como Vignola e Azambuja (década de 40); Marin (que mais tarde viria a ser governador do Estado) Alfredo Ramos e Silva (50); Peixinho, Paraná, Babá, Dias e Terto (60); Waldir Peres, Chicão e Serginho Chulapa (70); Gilmar, Zé Sérgio, Oscar, Sidney e Nelsinho (80), Válber, Pintado, Dinho, e Vitor (90). Até Djalma Santos, que atuou apenas uma vez com a camisa tricolor, no segundo jogo do Morumbi, se emocionou. Rubens Minelli, Cilinho, Mário Travaglini e Vadão foram alguns dos "professores" que também fizeram parte da festa. O guerreiro Chicão, inesquecível campeão brasileiro de 77, sempre sorridente, irradiava toda a sua satisfação pelo encontro.
"Fico emocionado em rever a velha guarda. Nós jogadores ficamos muito agradecidos por oportunidades como esta e isso também faz com que continuemos são-paulinos para o resto de nossas vidas", disse o volante titular do Tricolor por oito anos seguidos.
Waldir Perez fez questão de lembrar o lance em que passou a mão no zagueiro Márcio, do Atlético Mineiro, na final do Brasileiro de 77, na decisão por pênaltis, quando desconcentrou o adversário e defendeu a cobrança. "Foi o lance mais marcante da minha carreira no clube. Até hoje as pessoas me param para lembrar da catimba e do título", disse o recordista de jogos do Tricolor com 597 jogos. O atacante Serginho Chulapa, maior artilheiro da história do São Paulo com 242 gols, também mostrava todo seu reconhecimento e sua alegria pelo encontro. "Assim vemos como fomos importantes na história. Estamos muito contentes", afirmou.
Vários diretores atuais e antigos também participaram da confraternização, que foi realizada pelo segundo ano consecutivo e vai ganhando espaço no calendário tricolor: "É uma homenagem de agradecimento para todas as pessoas que contribuíram para o São Paulo se tornar a potência mundial que é hoje", disse o presidente Marcelo Portugal Gouvêa.